Valfrido Silva

debate de idéias, política, economia e cultura regional

Valfrido Silva

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Terra Blog

23.07.08

Atendendo a pedidos....

Esta é a matéria que O PROGRESSO deu quando de minha saída da campanha de ARtuzi.....

 

arq: valfrido



Rompimento
Marketeiro deixa
campanha de Ari
Valfrido acusa partido de ingerência; presidente do PDT diz que saída é boa para campanha
PDT PREPARA
NOVO NOME
PARA ASSUMIR
O MARTKETING
DA CAMPANHA
DE ARI ARTUZI

Marcos Santos

DOURADOS – Alegando ingerências e desavenças na coordenação geral da campanha do deputado licenciado Ari Artuzi, que disputa a Prefeitura de Dourados, o jornalista Valfrido Silva anunciou ontem que não responde mais pelo marketing do candidato. O rompimento foi confirmado nas primeiras horas da manhã por sites de notícias que acompanham a campanha eleitoral em Dourados. Em todas as entrevistas, Valfrido Silva disse que a mídia estava bem delineada, mas algumas ingerências vinham provocando desavenças. "Tentei dar um rumo pro nosso candidato, organizar a ação dele no sentido de consolidar o projeto eleitoral, mas infelizmente há outros compromissos e tem gente que não quer saber dessa metodologia", explicou.
A rejeição ao trabalho de Valfrido Silva teve início logo na apresentação das peças publicitárias. “Ele entendia que o conceito da campanha era mais importante que o candidato, quando deveria ser justamente o contrário”, explica Sérgio Castilho, presidente da Executiva Municipal do PDT e desafeto declarado de Valfrido Silva. “A saída dele será boa para a campanha do Artuzi porque possibilitará a participação de outros profissionais na elaboração das peças publicitárias”, conclui Castilho. Para o presidente do PDT, Valfrido Silva agia como “dono da verdade, não queria ouvir os demais profissionais envolvidos com a campanha e tentava sempre impor suas vontades”.
Sérgio Castilho, que se afastou da coordenação da campanha justamente por divergir de Valfrido Silva, adiantou ontem que a Executiva Estadual do PDT já estava contratando um novo profissional para comandar o marketing em Dourados. “A mídia de TV já seria feita por outra equipe mesmo”, avisa. “O que muda é que a partir de agora, outro profissional chegará para pensar a campanha como um todo, compartilhando idéias, ouvindo as pessoas que estão na coordenação e colocando o candidato como a peça mais importante nesta caminhada pela Prefeitura de Dourados”, conclui Sérgio Castilho.
CONFRONTO – A saída de Valfrido Silva da campanha de Ari Artuzi teria sido motivada por uma ríspida discussão que teria ocorrido entre ambos no início da noite de anteontem. Inconforma-do com a intervenção do marqueteiro, durante um episódio onde ele (Artuzi) criticava abertamente seus adversários, o candidato a prefeito teria dirigido palavras grosseiras a Valfrido Silva que, por sua vez, teria revidado no mesmo nível. “A coisa foi feia e só não acabou em agressão porque as pessoas que estavam participando da reunião intervieram”, conta um integrante da Executiva Municipal do PDT que testemunhou o episódio, mas pediu para não ter o nome revelado.
Ainda de acordo com ele, a Executiva do partido não estava satisfeita com Valfrido Silva desde o início dos trabalhos, em junho. “Ele não estava tendo um comportamento profissional e não acei-tava as críticas que estavam sendo feitas às peças publicitárias que ele criou para a campanha”, revela. “Ele não deixou a campanha apenas porque brigou com o deputado Ari Artuzi, mas, princi-palmente, porque todo partido estava insatisfeito com o trabalho que vinha realizando na coordenação do marketing”, finaliza.
A campanha de Ari Artuzi está sendo coordenada pelo vereador Carlinhos Cantor, candidato a vice-prefeito, com colaboração do deputado federal Vander Loubet (PT), do ex-secretário de Governo, Raufi Marques (PT) e do ex-governador Zeca do PT, além do deputado federal Dagober-to Nogueira (PDT). No final da tarde de ontem, o presidente da Executiva Municipal do PDT, Sérgio Castilho, negou que o presidente do Diretório Regional, deputado Ary Rigo, viajaria até Dourados para intervir na possível crise aberta com a demissão de Valfrido Silva. “Não existe crise, portanto não tem porque o deputado Rigo seguir até Dourados”, explicou Castilho, que estava em Campo Grande. “Esta questão está superada e todos estão concentrados na campanha”, finalizou.

Foto: Hédio Fazan

Legenda – Sérgio Castilho durante convenção do PDT: “saída de Valfrido será boa para a campanha”

 

E ESTA, A QUE CONTÉM A MINHA RESPOSTA

 



arq: outro

ELEIÇÕES 2008
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Valfrido justifica saída da campanha
Jornalista afirma que o único setor que vinha funcionando na campanha de Artuzi era o de marketing
VALFRIDO
DIZ QUE EXISTE CRISE NA EQUIPE DE ARTUZI POR FALTA DE
COMANDO

DOURADOS – O jornalista Valfrido Silva justificou ontem a saída da coordenação de marketing da campanha do deputado Ari Artuzi (PDT), candidato a prefeito de Dourados na coligação que tem o vereador Carlinhos Cantor (PR) como vice. “Quando o presidente do PDT, Sergio Castilho, diz que minha saída será boa para a campanha, certamente, na ótica dele, isto é bom, pois tudo o que ele fez até aqui foi travar a campanha do deputado Ari Artuzi, dificultando o diálogo para formação de coligações”, afirma Valfrido.
Segundo o marketeiro, o presidente do PDT Municipal alimentava o sonho de ser escolhido como vice na chapa do deputado e “como não conseguiu, decidiu trabalhar contra a candidatura”. “Tanto é como presidente da legenda de Artuzi, nem se deu ao trabalho de registrar a chapa na Justiça Eleitoral dentro do prazo legal e Artuzi que fazê-lo fora do prazo, individualmente”, afirma.
Valfrido também nega rejeição às peças publicitárias. “Não é verdade que meu trabalho foi rejeitado desde o início. Todas as peças publicitárias foram aprovadas, por unanimidade e o Sérgio Castilho estava presente quando da apresentação do material ao deputado Dagoberto Nogueira, que elogiou o trabalho, fazendo pequenas ressalvas quanto ao posicionamento da mão do candidato numa das fotos, detalhes e tonalidades de cores, nada mais”, afirma Valfrido.
Segundo o marqueteiro, as únicas divergências foram com relação à grafia do conceito, tudo em minúsculo, por se tratar de uma linguagem moderna e virtual e com relação ao nome Artuzi, com o deputado insistindo em acres-centar o Ari, mas “sendo demovido desta idéia depois de nossas argumentações técnicas e conceituais”.
Ainda segundo Valfrido, não é verdade que Sérgio Castilho se afastou da campanha por divergir das idéias de marketing. “Ele foi afastado a pedido do deputado Artuzi, depois do tanto que desagregou, em todos os níveis e com todos os partidos”, afirma. “Quando Sergio Castilho informa que o PDT já estava providenciando um novo marqueteiro, ele deixa claro que está esquivando-se do compromisso que assumiu comigo e com toda a equipe de marketing, na presença de João Leite Schimidt e do próprio Artuzi”, afirma Valfrido.
O marketeiro também minimizou a discussão com Ari Artuzi na tarde de domingo. “Não é verdade também que o deputado teria me dito palavras grosseiras quando de nosso desentendimento, nem havia ninguém do PDT por perto, já que o partido se afastou da campanha desde antes da convenção”, garante.
“Finalmente, quanto ao fato de Carlinhos Cantor afirmar que não existe crise, não é verdade. Existe e é grande, estrutural, por falta de comando. E o único setor que vinha funcionando, apesar de todos os problemas, era o de marketing”, enfatiza. “Saí da campanha, sim, no domingo, porque flagrei Artuzi e Carlinhos cantor em atitude anti-ética, numa tentativa de cooptar um membro de minha equipe, não sei com que objetivos, o que também não é muito difícil de imaginar, diante do exposto”, finaliza.

Valfrido Silva deixou a equipe do candidato Ari Artuzi
Foto/Divulgação


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  • Postado em 12:13:22

20.07.08

Biasotto, o azarão?

Pela minha experiência de campanhas eleitorais em Dourados digo sempre que quando começam os programas de rádio e TV é que a coisa começa a se definir. A partir daí, uma outra eleição. Não será diferente este ano, embora o deputado Ari Artuzi apareça desde o início como grande favorito, mas um favoritismo que certamente não resistirá a tantas trapalhadas de um candidato que, pra começar, é vítima do próprio partido que o soltou ladeira abaixo nem se dando ao trabalho de registrar sua candidatura.


Artuzi consolidou uma grande vantagem a partir do momento em que peitou o poderio do governador André Puccinelli, colocando-se de forma intransigente como candidato e quebrando paradigmas ao desafiar a lógica de que o candidato do governo do estado, seja quem for seu titular, é sempre o eleito. Pode ser que aconteça, de novo, já que Murilo Zauith é um nome bem avaliado nas classes A e B, bem estruturado, embora, ainda, muito mal assessorado e cometendo os mesmos equívocos de pleitos anteriores, com uma campanha fantasiosa e prometendo o que, seguramente, não poderá cumprir. Nem o visual surrado de campanha se deu ao luxo de trocar, passando a imagem de desleixo e desinteresse pela coisa.


A grande novidade até agora, depois dos dois primeiros debates, é a performance do professor, doutor, Wilson Biasotto. Com dificuldades até para encontrar um candidato a vice, vítima do processo normal de desgaste de uma administração muito boa, mas mal vendida ao público, Biasotto largou com chance zero segundo as pesquisas, mas coloca-se diante do eleitorado, nesses debates, com bastante veemência, mostrando preparo, sinceridade e competência.

 
Registre-se que a militância petista é um exército parecido à torcida do Corinthians e certamente terá muito mais motivos para ir às ruas a partir da anunciada vinda do presidente Lula a Dourados, para alavancar a candidatura petista. E mais, com a candidatura Artuzi começando a fazer água, ele, Biasotto, certamente será o maior beneficiado, pelo perfil dos eleitores descamisados que torcem o nariz, definitivamente, para Zauith. Tudo o que Biasotto precisa agora é que venham mais debates (só na Grande FM serão mais três, mais o da TV Morena), e os programas de rádio e TV. Só não pode ficar nesse juguinho de compadre com o demo.

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  • Postado em 07:04:06

17.07.08

O Titanic e o ajuda eu como S.O.S

Tempos atrás só visitava o bairro Cachoeirinha em vésperas de eleições para, como jornalista, acompanhar o espetáculo degradante da compra de votos. Mais recentemente vou até lá de vez em quando para compartilhar a boa prosa do bar do Paulo, em companhia dos amigos Cesar Lutti, Afeif Hajj, João Botega e do Itamar, neto do nosso lendário Laquicho. Neste último domingo fui mandado pra lá às pressas, no meio da tarde, numa esquisita missão política. Lá chegando, não encontrando quem deveria encontrar, comecei a zanzar pra lá e pra cá, na tentativa de entender o porquê de tanta indiferença do poder público para com aquela gente tão sofrida.

De repente, uma melodia, saída de uma caixa de som desses carrinhos populares, invade as ruas poeirentas e vai se misturando aos vários sons de radinhos de pilhas de trabalhadores que se enfileiram sentados em suas cadeiras de fios no único dia que lhes resta de descanso. O som daquela melodia mais parecendo um lamento ou pedido de socorro, com o refrão “ajuda eu, ajuda eu, ajuda eu”, parece encomendado por aquela gente que insiste em desafiar a insensibilidade do poder público que sequer consegue encontrar alguma química para tornar menos fedorento o que sobra da fartura da cidade, que para lá corre exala pelo suspiro da estação de tratamento de esgoto ali ao lado.

Depois de mais de duas horas de inútil espera, já meio grogue com aquele mau cheiro, mas ainda extasiado com os efeitos da tal musiquinha, principalmente entre as crianças e adolescentes do bairro, depois da também inútil tentativa de entender o que queria me transmitir um grupo de sete surdos mudos e de um papo pra lá de animado com um bêbado todo esfolado no rosto e com forte cheiro de urina, eis que um telefonema me traz de volta à realidade. Chispo para o centro da cidade, com o coração acelerado, com o pressentimento de que a orientação para ali permanecer não passara de um despiste. Quanto mais me aproximava do centro, outro cheiro invadia minhas narinas, um cheiro forte de conspiração. Ao subir a rua do hospital Santa Rita, na dúvida entre uma paradinha para aferir a pressão e seguir para casa, onde minha Anita me aguardava uma aguinha com açúcar, vejo uma movimentação esquisita no local onde até alguns dias tremulava fulgurante e fagueira a bandeira do glorioso partido de inspiração varguista. Resolvo entrar. Não acredito no que vejo. Sou acometido por um mal súbito. Sinto uma terrível dor nas costas, como se um punhal perfurasse meus pulmões. Escurecem-se as vistas. Perco a razão.

Ao acordar do pesadelo, já na segunda-feira, a música que toca na minha cabeça é a de um violino, tão suave como aquela que serviu de bálsamo para os náufragos do Titanic que relutavam em se jogar ao mar, depois do choque com o iceberg. A imagem que permanece em minha mente é esta, a do Titanic rachado, afundando, com muita gente tentando se segurar, mas sabendo que o inevitável está ali, no fundo do mar gelado.


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  • Postado em 23:24:04

05.07.08

Por uma questão de ética

Tarde de sexta-feira, 4 de julho, data memorável para os americanos do Norte, depois de um breve período de inatividade, aqui, por força das circunstâncias políticas, de muitos solavancos, de punhaladas pelas costas e de algumas decepções; depois de uma noite infernal, pelo susto com o acidente de moto que tirou momentaneamente de combate meu bravo caçulinha, o soldado Torquato, cá estou, a refletir sobre os últimos acontecimentos, às vésperas do início desta que promete ser uma das mais renhidas disputas eleitorais dos últimos tempos em Dourados.

Daqui do alto da torre Adelina Rigotti contemplo a imensidão do verde que some no horizonte em direção ao Sul, de onde, exatos cem anos atrás, meu bisavô José Luiz da Silva (seu Urbano) enfileirou doze piás, fazendo-os subir num carro de boi, catou a véia e partiu em direção à terra prometida, a mesma terra que mais tarde chamaria a atenção do presidente Getúlio Vargas para nela instalar uma Colônia Agrícola Nacional, o que proporcionaria a descida dos primeiros pau-de-arara lotados de nordestinos igualmente esperançosos de aqui encontrarem terra boa e fartura para uma vida melhor.

Nestes tempos de eleições, de novas promessas e de compromissos políticos, nada melhor do que reverenciar um Getúlio, o maior presidente da história do Brasil, embora alguns novatos, desinformados e maledicentes entendam que falar daquele que foi verdadeiramente o pai dos pobres é pieguice, daí não entenderem a relação entre Vargas e os que hoje tentam manter vivos seus ideais.

Nestes mesmos tempos em que se afloram as discussões sobre conceitos éticos nada melhor do que reverenciar um José Luiz da Silva. Não conheci meu bisavô, mas a julgar pela índole e pelo caráter de um de seus doze filhos, João Evangelista Luiz da Silva, meu avô, o velho Gelista, fazendeirão do Guaçu, e, depois, no fim da vida, um humilde carroceiro da Cabeceira Alegre, sinto que, se nesta eleição, o povo votar por valores morais mais arraigados, já terá valido a pena, tudo.

Aos que usam a política apenas para se locupletarem, pensando em ganhar dinheiro fácil, atropelando a tudo e a todos, estes, sim, traidores de causas maiores, que percam um minuto só e parem ali na esquina da presidente Vargas com Joaquim Teixeira Alves, que leiam e meditem sobre as sábias palavras do próprio Vargas em sua carta testamento à Nação. Nunca é tarde para rever conceitos.

Por uma questão de ética, por estar envolvido na disputa, como coordenador de comunicação e marketing de um dos candidatos, nestes próximos noventa dias vou me abster de entrar no mérito da disputa política local, mas continuarei aqui, firme e forte para falar de Dourados, de sua gente, do Brasil e do mundo.

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  • Postado em 18:05:57

25.06.08

O leilão da reta final

 

Suspenso por Ordem Judicial, de acordo com o art. 36 da Lei n. 9504/97

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  • Postado em 17:22:47