25
de
fevereiro
Ainda por aqui?
Pois corra para meu novo endereço: www.valfridosilva.com
É lá que o bicho está pegando.
Espero vocês lá. Grande abraço.
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Estou mudando de endereço. Espero vocês no meu novo site/blog: www.valfridosilva.com
Acessem e transfiram pra lá, também, seus comentários.
Um grande abraço a todos.
Valfrido Silva
Leiam no novo site/blog do Valfrido Silva:
Grande abraço a todos.
Espero vocês lá.
Barack Obama é o homem mais poderoso do mundo, nem por isso se acha o “rei da cocada”, como se diz aqui do lado de baixo da linha do equador. Depois de, como ele mesmo disse, ter “pisado na bola” por ter indicado o sonegador de impostos Tom Daschle como chefe de Departamento de Saúde, o presidente dos Estados Unidos veio a público para fazer uma “meã culpa”, dizendo que “é importante deixar claro a mensagem de que não há dois tipos de regras, um para as pessoas comuns e outro para as personalidades”.
Prestem bem atenção nas palavras de Obama: “Sinto-me frustrado comigo mesmo e com minha equipe”, disse, na TV, após admitir seu erro no que, lá, é considerado um escândalo.
Enquanto isso, nos arrabaldes, ainda do lado de baixo da linha do Equador, corre solta a arrogância, a ignorância, total, e a tirania. Pior, como bem lembrava aquela propaganda exaustivamente veiculada no rádio e na TV, durante as eleições passadas, é que quatro anos é muito tempo, principalmente quando as coisas não vão bem.
Ah, Obama é aquele mesmo camarada, presidente da maior potência mundial que, ao tomar posse, em meio a uma das maiores crises da história, a primeira coisa que fez foi congelar os salários dos assessores.
A retomada das escaramuças entre Campo Grande e Cuiabá por conta da disputa de uma das subsedes da Copa do Mundo de 2014 acontece num momento crucial para Dourados, devendo servir de exemplo para que não se recrudesça o movimento bairrista (ou seria “burrista”?) na insistente tentativa de se jogar uma cidade contra a outra. Com essa história de querer competir em tudo com Campo Grande, uma grande bobagem!, Dourados vai sempre levar a pior. Não há parâmetros para nenhum tipo de comparação. Campo Grande é a capital e como tal deve ser respeitada, sem contar que é grande o número de douradenses lá estabelecidos e não se esquecendo, no tocante à política, que os votos de lá também são válidos para os políticos daqui.
Na primeira disputa com Cuiabá Campo Grande levou a melhor porque se tratava de uma questão – a divisão do Estado – decidida, mesmo assim uma briga desnecessária, já que naturalmente era a cidade preparada para ser a capital do novo Estado. Com isso, naquele momento, Dourados acabou tirando proveito daquela guerrinha, por conta da antipatia que o último governador do Mato Grosso uno, Garcia Neto, passou a nutrir pelos campo-grandenses. Foi quando aqui se instalou a faculdade de Agronomia e a guarnição do Corpo de Bombeiros, entre outros benefícios. E à época isso era muita coisa.
Um exemplo desta imbecil tentativa de colocar Dourados contra Campo Grande foi dado ontem, durante a visita da comitiva da Fifa para o reconhecimento do gramado do Morenão e de outras questões acessórias para que a capital se habilite como subsede do maior torneio mundial de futebol. Veio gente até do Paraguai para engrossar o coro da cidade morena. Nada, nenhuma faixa que lembrasse que Dourados também apóia o evento na capital, ou, pelo menos, ao lado de Ricardo Teixeira, o “irmãozinho” Antonio Neres, o homem de tantas Copas do Mundo, agora, oficialmente, nossa maior autoridade no esporte. E que Deus não permita que daqui a pouco apareça algum áulico defendendo que a Copa deve ser no Douradão.
Disputar, na política, espaço com os campo-grandenses, tudo bem. Até porque, por sua condição de capital de Estado, Campo Grande “é terra de ninguém” quando se trata de garimpagem de votos. E André Puccinelli é o maior exemplo disso: perdeu eleição para a prefeitura de Fátima do Sul, virou deputado estadual, depois federal, com os votos dos campo-grandenses, para, na sequência, transformar-se no maior prefeito que a cidade já conheceu.
O que é preciso aos políticos douradenses – e aí é de mamando a caducando – é enxergar um pouco além dos limites do Cachoeirinha, dos Canaãs e do Parque das Nações. Quem sabe assim a cidade possa um dia ter seu tão sonhado senador e, por que não, o seu governador?
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A ação firme e forte de censores travestidos de porta-vozes, coisa típica de governos despóticos que vira e mexe reencarnam aqui e acolá, volta a amedrontar as redações, como se já não bastasse o espantoso nível de subserviência de alguns órgãos de imprensa que praticam a autocensura. Daí, onda matafórica que assola algumas colunas políticas, cujo objetivo é a informação vapt-vupt, destinada a quem tem pouco tempo para uma leitura um pouco mais acurada dos chamados artigos de fundo ou das grandes reportagens.
Neste tipo de jornalismo em tópicos, popularizado por colunas como o “Painel”, da Folha de S. Paulo, é que o leitor mais apressado (nem por isso menos exigente) busca se informar dos bastidores do poder, por isso a importância da clareza e de concisão de seus redatores, já que se trata de filigranas de informação.
Ainda bem que não falta criatividade a esses artistas do texto. É o caso do velho Maca (J. C Torraca), sempre socorrido por uma revoada de passarinhos de todas as cores que vira e mexe deixam cair informações preciosas, mesmo que pela metade, para abastecer a coluna “De olho”, que assina com o patrão Alfredo Barbara, no Diário MS, ou o decano Cícero Faria, em seu “Informe C”, em O Progresso, que tem como guru o simpático sapo cururu. Até os online entram na onda, principalmente nestes dias chuvosos, quando correntes energéticas fazem aumentar as faíscas com fortes interferências no conteúdo do sempre antenado Luiz Carlos Luciano, no douradosinforma.
A coisa está tão feia que beira à neurose, com gente abusando das metáforas, como a pimenta do reino servida desnecessariamente ontem pelo Midiamax, com o objetivo claro de intrigar com a Fifa as cidades que postulam a sede da Copa do Mundo de 2014. Segundo o site campo-grandense “interlocutor bem informado |
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sobre o estado homônimo disse que do lado de lá paira a tranquilidade. Motivo: já há algum tempo teria rolado “acerto” sobre importante evento esportivo. Será?”. Será também que precisa dizer que o Estado homônimo é o Mato Grosso e que o evento esportivo é a Copa do Mundo? |
Ao assumir a presidência do Senado pela terceira vez, ontem à tarde, exatamente cinqüenta anos depois de ter pisado pela primeira vez o Congresso Nacional, como deputado, o senador José Sarney invocou Ruy Barbosa para responder aos que o criticaram pelo avançado da idade. Sarney lembrou que Ruy, com a idade dele hoje (78 anos) fazia campanha para voltar ao Senado, pela Bahia, quando, chegando à fronteira com Minas Gerais, subiu ao palanque e disse que iria se pronunciar em voz baixa para que os mineiros não ficassem sabendo que ele ali estava para pedir votos.
Depois de assistir a eleição e a posse de Sarney, ao vivo, pela TV, fui à Câmara Municipal de Dourados, para assistir o início dos trabalhos da atual legislatura. Não consegui esperar pelo pronunciamento do prefeito Ari Artuzi, com José Sarney e Ruy Barbosa na cabeça, martelando-me a célebre declaração do grande jurista e senador baiano, providencialmente ignorada agora colega maranhense que há anos representa o Amapá. A primeira vez que a li foi no início desta lida, na velha Folha de Dourados, e, talvez, pela tentativa sempre constante de adotá-la como lema de vida, não tenha conseguido assistir a sessão de ontem até o seu final.
Ei-la:
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”
Desencarnado ano passado, o advogado Ayrthon Ferreira Barbosa, um dos pioneiros do Direito em Dourados e fundador da OAB local, agora dá nome ao Teatro Municipal, reabrindo a polêmica em torno dos critérios de concessão de honrarias pelos órgãos públicos. O ex-prefeito Braz Melo, um dos responsáveis pela construção daquele monumento à nossa cultura, foi o primeiro a espernear. Não que Dr. Ayrthon não merecesse, mas, segundo Genelhu, o correto seria que seu nome fosse eternizado numa placa em algum estabelecimento jurídico, e ele citou o novo prédio do Fórum cujas obras devem estar começando por estes dias.
Braz tem lá suas razões, mas talvez suas críticas tenham sido conseqüência do festival em que se transformou esse tipo de homenagem, principalmente as que partem lá do Palácio Jaguaribe. Já faz muito tempo que a Câmara Municipal vem concedendo essas honrarias a torto e a direito, principalmente títulos – a granel – de cidadania, a maioria apenas para massagear o ego de amigos, para pagar pequenos favores. Uma boa garibada no carro do vereador, por exemplo, já é motivo para que o chefe da oficina vire cidadão douradense, da mesma forma o dono da pizzaria que não economiza parmesão nem serve cerveja quente quando das esticadas de suas excelências para os rega-bofes nos quais as diferenças em plenário são mais facilmente amainadas. São situações tão esdrúxulas que chegam até causar constrangimento aos homenageados, uns por não se sentir merecedores, outros, exatamente pelo entendimento de que elas foram por demais vulgarizadas.
O próprio Braz Melo foi vítima de um desses escorregões protocolares do legislativo municipal, alegando um motivo qualquer, mas, se bem o conheço, não indo lá pegar o seu registro de cidadão douradense para não ter que dividir o palco com um monte de desconhecidos, entre os quais, com certeza, alguns desses que nem sabiam por que estavam sendo homenageados. Outra vítima do mesmo tipo de saia justa foi o ex-governador Pedro Pedrossian, merecedor de pelo menos uma semana de homenagens, só pra ele, por tudo que fez não só por Dourados, como para os dois Mato Grossos, mas, num raro momento de humildade não quis frustrar seu pupilo Raufi Marques, dividindo os holofotes com uma turma grande, talvez, até, pela plena consciência de que o brilho de sua estrela política não se ofusca assim por pouca coisa.
Por toda essa falta de critério e de discernimento os vereadores douradenses chegaram a pagar micos históricos, como o de conceder e depois ter que cassar o título de cidadão douradense ao rei Pelé, o cidadão do mundo que nunca encontrou espaço em sua agenda para um pulinho até a terra de Marcelino Pires. Mais recentemente, uma velada recusa à outorga de um título de cidadania causou muito constrangimento àquela Casa de Leis, mais até pela irreverência do ilustre homenageado e pelo ibope negativo que isso causou. Antonio Tonanni – e só podia ser ele! – empurrou com a barriga o quanto pode os nobres edis, alegando ser douradense por opção, não por imposição de lei, só adentrando ao plenário depois de morto, para, aí, sim, receber todas as honras que tanto fez por merecer.
Teatro Ayrthon Ferreira Barbosa? Pena que a lei não permita homenagear pessoas vivas, pois ninguém mais que nossa genial Blanche Torres para merecer ter o nome eternizado neste que é o seu espaço, nesta que é a sua casa, ela que tanto orgulho deu a Dourados e ao Mato Grosso do Sul brilhando nos palcos do teatro brasileiro e que deveria por lá ter ficado, mas preferiu voltar à sua terra, e para fazer o quê? Para ensinar teatro às nossas crianças!
Teatro Ayrthon Ferreira Barbosa? Sim, Braz Melo, uma merecida homenagem no apagar das luzes de um governo de intelectuais, senão pelo grande ator que Dr. Ayrthon foi no palco Tribunal do Júri, pelas grandes encenações como jornalista e principalmente pela humildade e pelo idealismo que o levava a encarnar vários personagens, como o charadista Amadeu Leite Furtado, para falar das mazelas da sociedade ou o idealista nacionalista Policarpo Quaresma, emprestado da obra de Lima Barreto para alfinetar o regime militar em tempos de censura brava que o transformava de vez em quando no “Tiririca”, este, para espinafrar técnicos e juízes do esporte bretão, como gostava de escrever, mas nenhum comparável ao “Dr. Petiscão” que o eternizou no mundo da crônica literária e que agora o faz voltar ao centro do palco. E que isso sirva de lição aos vereadores entrantes, como diria o próprio Dr. Ayrthon, seja lá o pseudônimo que estivesse usando.
O ano era 1972, estádio Morenão novinho em folha. Em campo, as seleções da Bolívia, Paraguai, Peru, Venezuela e Iugoslávia. Era a mini-copa, ou mundialito, o campeonato promovido pela Fifa sempre entre uma e outra Copa do Mundo. O daquele ano, no Brasil, era para comemorar os cento e cinqüenta anos de nossa Independência e o jogo final foi entre Brasil (1) e Portugal (0), no Maracanã.
Será que isso ajuda na disputa entre a cidade morena e nossa velha capital, Cuiabá? Neste vale tudo, depois que o presidente da Fifa, Joseph Blater, comunicou ontem que uma das sedes será num dos Estados do Pantanal, vale lembrar também que a maior parte do Pantanal é do Mato Grosso do Sul e, até, como tripudiou o midiamax, que Cuiabá nem aeroporto tem, já que os passageiros que para lá se destinam descem na vizinha Várzea Grande.
Independentemente de qual cidade tem melhor infraestrutura para sediar um dos grupos da Copa, de quem – André Puccinelli ou Blairo Maggi – vai fazer o melhor lobby, de Cuiabá “não” ter aeroporto, Campo Grande marcou gol de placa ontem, ao apresentar como sua embaixadora junto à Fifa a sempre bela e estonteante itaporanense Luiza Brunet, ela que já foi rainha da seleção brasileira em duas ocasiões.
Como os cuiabanos já se vingaram de Campo Grande na questão da divisão do Estado, já que o Mato Grosso, contrariando as expectativas dos sulistas, cresceu muito mais que o Mato Grosso do Sul, a esperança agora é que eles deixem passar batido mais esta disputa entre as duas cidades e que prevaleça o charme e a beleza de La Brunet, mais, evidentemente, a garantia de Puccinelli de investir mais de um bilhão de reais no evento.
Aproveito o comentário sobre a tática de dominação romana do disc-jóquei dos anos dourados, jornalista da era Zé Elias, jurista contemporâneo e historiador nas horas vagas, Isaac Duarte de Barros Jr., servido aqui no blog como um refresco às idéias dos críticos de André Puccinelli, de origem romana, para tentar entender Ari Artuzi, que, fazendo-se de desentendido, foi chorar as pitangas e reclamar do mesmo Puccinelli, nesta quarta-feira, numa entrevista ao tucano Ben Hur Ferreira, na rádio cidade.
Tadinho do prefeito. Diz que nem está mais sendo convidado para certas solenidades na capital. E olha que nem completou um mês de mandato. Ele pediu para que o governador “ponha a mão na consciência”, dizendo que “até agora nada” para Dourados.
O prefeito Ari Artuzi tem dito e repetido que pra começo de conversa fez apenas três pedidos ao governador e que faz qualquer coisa para ser atendido. “Eu quero me vender pra ele”, costuma dizer, em seu jeito simplório de ver a política, jurando fidelidade eterna àquele que até poucos dias só o chamava de animal de pêlo curto. Seus pleitos: o anel-viário, a melhora nos índices de repasse de ICMs ao município e algumas UTI’s para o Hospital de Trauma.
Seria ótimo se André Puccinelli desse uma de estadista e atendesse de imediato os pleitos que, diga-se, não são do prefeito Ari Artuzi, mas de toda a comunidade douradense. Mas, será que o prefeito pensava mesmo que André Puccinelli iria deixar barato sua saída do PMDB, ainda mais para se aliar a Londres Machado e Ary Rigo, impondo-lhe, em seguida, humilhante derrota na disputa pela prefeitura de Dourados?
Pode ser até que o governador atenda aos seus três pedidos e até vá além disso, mas não vai deixar Artuzi faturar politicamente. Isso, ah, não vai mesmo. Santa ingenuidade, né, seu prefeito!