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Pela minha experiência de campanhas eleitorais em Dourados digo sempre que quando começam os programas de rádio e TV é que a coisa começa a se definir. A partir daí, uma outra eleição. Não será diferente este ano, embora o deputado Ari Artuzi apareça desde o início como grande favorito, mas um favoritismo que certamente não resistirá a tantas trapalhadas de um candidato que, pra começar, é vítima do próprio partido que o soltou ladeira abaixo nem se dando ao trabalho de registrar sua candidatura.
Artuzi consolidou uma grande vantagem a partir do momento em que peitou o poderio do governador André Puccinelli, colocando-se de forma intransigente como candidato e quebrando paradigmas ao desafiar a lógica de que o candidato do governo do estado, seja quem for seu titular, é sempre o eleito. Pode ser que aconteça, de novo, já que Murilo Zauith é um nome bem avaliado nas classes A e B, bem estruturado, embora, ainda, muito mal assessorado e cometendo os mesmos equívocos de pleitos anteriores, com uma campanha fantasiosa e prometendo o que, seguramente, não poderá cumprir. Nem o visual surrado de campanha se deu ao luxo de trocar, passando a imagem de desleixo e desinteresse pela coisa.
A grande novidade até agora, depois dos dois primeiros debates, é a performance do professor, doutor, Wilson Biasotto. Com dificuldades até para encontrar um candidato a vice, vítima do processo normal de desgaste de uma administração muito boa, mas mal vendida ao público, Biasotto largou com chance zero segundo as pesquisas, mas coloca-se diante do eleitorado, nesses debates, com bastante veemência, mostrando preparo, sinceridade e competência.
Registre-se que a militância petista é um exército parecido à torcida do Corinthians e certamente terá muito mais motivos para ir às ruas a partir da anunciada vinda do presidente Lula a Dourados, para alavancar a candidatura petista. E mais, com a candidatura Artuzi começando a fazer água, ele, Biasotto, certamente será o maior beneficiado, pelo perfil dos eleitores descamisados que torcem o nariz, definitivamente, para Zauith. Tudo o que Biasotto precisa agora é que venham mais debates (só na Grande FM serão mais três, mais o da TV Morena), e os programas de rádio e TV. Só não pode ficar nesse juguinho de compadre com o demo.

criado por valfridosilva
07:04:06