1
de
janeiro
Um mau começo
“Ele vai se esborrachar”. Com esta frase um ex-prefeito douradense, que prefere ficar no anonimato, definiu, na véspera do ano novo, o futuro de Ari Artuzi, baseando-se nas últimas informações a respeito das articulações para a eleição da mesa diretora da Câmara Municipal e da nova equipe de governo. Como deu o esperado na Câmara, prevalecendo a força do grupo de oposição, e como Artuzi não surpreendeu na composição do secretariado, preferindo nomes à sua imagem e semelhança, é de se lamentar que este vaticínio tenha se tornado ainda mais nítido, nestes primeiros momentos da era Artuzi.
Ari Artuzi não se contentou em ter o cargo de prefeito. Ao preferir nomes, digamos, dos mais discretos, em cada categoria profissional, deixa claro que não vai abrir mão de imprimir seu jeito de governar, mandando às favas os acordos políticos e os critérios com aqueles quesitinhos básicos que sempre nortearam esse tipo de escolha.
Pior, ao assim proceder, Artuzi torna público sua oceânica insegurança, preferindo trabalhar, não com os mais competentes, mas com aqueles que se dispõem a se submeter ao velho conceito do “manda quem pode e obedece quem tem juízo” e, aí, mandando as favas o interesse público.
Não se deve menosprezar a competência de quem chega à prefeitura da mais importante cidade do interior do Estado nas condições fenomenais em que chegou este ex-caminhoneiro, em sua meteórica carreira política. Mas, como determina a lei da Física, tudo que sobe desce e, quanto maior o pulo, maior o tombo.
Exceto dois ou três cargos estratégicos dos quais foi obrigado a abrir mão para não entornar o caldo com os financiadores de campanha, o prefeito apostou todas as fichas no seu feeling político. É uma aposta temerária, pra quem terá uma Câmara hostil, como a que na manhã deste dia primeiro elegeu uma mesa diretora mais hostil ainda.
E este foi só o primeiro recado, num dia em que se tornou público, também, o rompimento político com o vice-prefeito, o bem articulado até ontem presidente da Câmara de Vereadores, Carlinhos Cantor, cujo nome desapareceu da lista dos novos secretários tão logo se ficou sabendo a nova composição da mesa da Câmara. Realmente, um mau começo.
O Secretariado
Darci Caldo – Secretaria de Governo
Ignez Maria Boschetti Medeiros – Secretaria de Finanças
João Azambuja – Secretaria de Receita
Tatiane Cristina da Silva Moreno – Secretaria de Administração
Edvaldo de Melo Moreira – Secretaria de Saúde
Marlene Florêncio de Miranda Vasconcelos – Secretaria de Educação
Itaciana Aparecida Pires Santiago – Secretaria de Assistência Social
Maurício Rodrigues Peralta – Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio
Carlos Ioris – Secretaria de Obras
Alziro Arnal Moreno – Procuradoria Geral do Município
Eleandro Passaia – Secretaria de Comunicação
Ironette Fátima Ferreira – Instituto Municipal do Meio Ambiente
Antônio Neres – Fundação Cultural e de Esportes (Funced)
Divaldo Machado de Menezes – Guarda Municipal
Edmilson Dias de Moraes – Chefe de Gabinete

