5
de
fevereiro
A humildade de Obama
Barack Obama é o homem mais poderoso do mundo, nem por isso se acha o “rei da cocada”, como se diz aqui do lado de baixo da linha do equador. Depois de, como ele mesmo disse, ter “pisado na bola” por ter indicado o sonegador de impostos Tom Daschle como chefe de Departamento de Saúde, o presidente dos Estados Unidos veio a público para fazer uma “meã culpa”, dizendo que “é importante deixar claro a mensagem de que não há dois tipos de regras, um para as pessoas comuns e outro para as personalidades”.
Prestem bem atenção nas palavras de Obama: “Sinto-me frustrado comigo mesmo e com minha equipe”, disse, na TV, após admitir seu erro no que, lá, é considerado um escândalo.
Enquanto isso, nos arrabaldes, ainda do lado de baixo da linha do Equador, corre solta a arrogância, a ignorância, total, e a tirania. Pior, como bem lembrava aquela propaganda exaustivamente veiculada no rádio e na TV, durante as eleições passadas, é que quatro anos é muito tempo, principalmente quando as coisas não vão bem.
Ah, Obama é aquele mesmo camarada, presidente da maior potência mundial que, ao tomar posse, em meio a uma das maiores crises da história, a primeira coisa que fez foi congelar os salários dos assessores.

