Valfrido Silva

debate de idéias, política, economia e cultura regional

30

de
janeiro

Além de La Brunet, Campo Grande tem know-how para sediar a Copa

O ano era 1972, estádio Morenão novinho em folha. Em campo, as seleções da Bolívia, Paraguai, Peru, Venezuela e Iugoslávia. Era a mini-copa, ou mundialito, o campeonato promovido pela Fifa sempre entre uma e outra Copa do Mundo. O daquele ano, no Brasil, era para comemorar os cento e cinqüenta anos de nossa Independência e o jogo final foi entre Brasil (1) e Portugal (0), no Maracanã.

Será que isso ajuda na disputa entre a cidade morena e nossa velha capital, Cuiabá? Neste vale tudo, depois que o presidente da Fifa, Joseph Blater, comunicou ontem que uma das sedes será num dos Estados do Pantanal, vale lembrar também que a maior parte do Pantanal é do Mato Grosso do Sul e, até, como tripudiou o midiamax, que Cuiabá nem aeroporto tem, já que os passageiros que para lá se destinam descem na vizinha Várzea Grande.

Independentemente de qual cidade tem melhor infraestrutura para sediar um dos grupos da Copa, de quem – André Puccinelli ou Blairo Maggi – vai fazer o melhor lobby, de Cuiabá “não” ter aeroporto, Campo Grande marcou gol de placa ontem, ao apresentar como sua embaixadora junto à Fifa a sempre bela e estonteante itaporanense Luiza Brunet, ela que já foi rainha da seleção brasileira em duas ocasiões.

Como os cuiabanos já se vingaram de Campo Grande na questão da divisão do Estado, já que o Mato Grosso, contrariando as expectativas dos sulistas, cresceu muito mais que o Mato Grosso do Sul, a esperança agora é que eles deixem passar batido mais esta disputa entre as duas cidades e que prevaleça o charme e a beleza de La Brunet, mais, evidentemente, a garantia de Puccinelli de investir mais de um bilhão de reais no evento.

 

 

7

de
janeiro

De novo, o Estado do Pantanal

Na expectativa para conhecer os novos candidatos a astros da TV que entram no programa Big Brother, que estréia no próximo dia 13, vi num site qualquer aí do eixo Rio-São Paulo que entre os novos integrantes da casa mais vigiada do Brasil havia gente do Mato Grosso. Logo veio a curiosidade: alguém que conheci em minhas andanças por lá? Algum companheiro de noitada de Cuiabá? Melhor ainda: algum conhecido ou quem sabe um companheiro de campanha política de Água Boa, minha mais recente investida mato-grossense? Agora cedo, quando sai a relação dos novos BBBs, para minha surpresa, dois campo-grandenses, entre os selecionados, e nenhum mato-grossense! Como diz sempre meu sogro, Mané Torquato, aí que surge o problema!

 

Pode parecer besteira, mas enche o saco a gente ver toda hora a mídia nacional misturando alhos com bugalhos, confundindo o nome dos dois Estados. É um tal de “informar” Campo Grande ou Dourados, como cidades do Mato Grosso ou Cuiabá, como capital de Mato Grosso do Sul, enfim, uma lambança geográfica e histórica total, depois de 30 anos de divisão dos dois Estados.

 

Menos mal que as chances de Zeca do PT voltar ao governo do Estado já não são tão remotas como se imaginava quando o italiano “bom de gatilho” e de gogó André Puccinelli ascendeu ao poder dois anos atrás. Quem sabe voltando titio Zeca ao governo, como apontam as primeiras pesquisas, renasçam as esperanças do Estado do Pantanal entrar definitivamente nos mapas do Brasil e do mundo, acabando-se de vez com essa zorra total. Enquanto isso não acontece, vamos torcer pelos dois campo-grandenses no BBB.

 

 

 

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