25
de
fevereiro
Ainda por aqui?
Pois corra para meu novo endereço: www.valfridosilva.com
É lá que o bicho está pegando.
Espero vocês lá. Grande abraço.
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Estou mudando de endereço. Espero vocês no meu novo site/blog: www.valfridosilva.com
Acessem e transfiram pra lá, também, seus comentários.
Um grande abraço a todos.
Valfrido Silva

A provável futura secretária de Educação, Marlene Vasconcelos, aproveita evento da OAB para se inteirar da pasta que vai receber, do atual titular, Leopoldo Van Suypiene
Nomes confirmados, com as respectivas pastas definidas, até agora, só mesmo os de Itaciana Santiago, para a Assistência Social e Antonio Neres, para a Funced. Foi o que deixou entender ontem à noite o prefeito eleito Ari Artuzi, durante a festa de casamento de sua fiel escudeira Maria Luna, com o agrônomo Marcos Ulrich, dos quais foi padrinho.
Artuzi garantiu ao blog que não entregará secretarias de “porteira fechada” a nenhum aliado, dando a entender que vai cuidar pessoalmente do preenchimento de todos os cargos. Ele até já pediu ao prefeito Laerte Tetila para que a secretaria de gestão cancele todos os pedidos de férias para janeiro, exceto os dos professores.
Entre um e outro vanerão, dançando sempre com a esposa (bailão é com ele mesmo, como bem lembrou Murilo Zauith, no último debate na TV), Artuzi parava em diferentes rodinhas para falar de política. Em meio aos convidados vários dos possíveis candidatos ao secretariado, como Maurício Peralta, classificado por ele como curinga, que desempenharia bem a função em qualquer pasta, como a de gestão, “uma secretaria importante”, no conceito do futuro prefeito; Sérgio Henrique Araújo e Eleandro Passaia, que, ao lado de Peralta, foram os primeiros nomes confirmados como secretários; Carlos Ioris, da Infraestrutura; Áureo Garcia Ribeiro Filho, da Procuradoria Jurídica; Inês Boschetti, das Finanças, além da própria Itaciana e de Eleandro Passaia, da Comunicão, que não desgruda de Artuzi.
“Os nomes estão todos aqui na minha cabeça, mas não sei ainda quem vou nomear”. Artuzi admitiu as pressões políticas, mas garantiu que não vai se curvar a elas, citando o exemplo de uma “prensa” que recebeu há poucos dias de dois conhecidos caciques políticos que tentaram cobrar a fatura das eleições. Diante da pressão, ele mandou um aliado seu se filiar ao partido dos tais caciques, informando-lhes que este será o indicado “na cota” deles.
Artuzi disse que não abre mão de escolher ele próprio não só os secretários como todos os integrantes dos demais escalões. Sobre cota que caberá a cada aliado disse que vai levar em conta o desempenho que cada um teve na eleição e que só vai nomear “depois de olhar bem dentro do olho do sujeito”. Isso segundo ele, “por causa das coisas que aconteceram durante a campanha”, como o “sumiço” da ata do registro de sua candidatura depois da convenção do PDT.
Quanto às muitas listas de prováveis secretários que circulam na imprensa ele desconversa, dizendo que não tem nada definido e que apenas está pedindo a alguns de seus correligionários para ajudá-lo em algumas tarefas, como cuidar da transição e representá-lo em eventos ,mas que isso não significa que o sujeito vá ser secretário. “Os nomes, mesmo, só no dia da posse”, garantiu.
Os caras do Ministério Público põem a maior banca. A Polícia Federal faz o seu carnaval, prende, algema, expõe um monte de gente diante das lentes de fotógrafos e de cinegrafistas; são empresários, pais de famílias, que acabam curtindo uma cana legal. E o Brasil inteiro conhece uma nova turma que teria assaltado os já combalidos cofres públicos do Mato Groso do Sul. Pra quê? Para o Tribunal de Justiça chegar agora e informar que foi tudo uma brincadeirinha, que os guris do Ministério Público estavam apenas dando uma de Scherlock Holmes, talvez por falta de coisa mais importante pra fazer na vida.
Pelo menos é o que se deduz da decisão tomada esta semana pelo Tribunal de Justiça do Mato Groso do Sul, com o arquivamento do rumoroso “caso Campina Verde” – crime de sonegação de impostos – envolvendo gente grossa da sociedade douradense, como todo o clã da família Rocha, pai, filhos, funcionários e agregados da Cerealista localizada na Cabeceira Alegre. Sim, pois a alegação do TJ é que o trancamento da ação aconteceu porque as investigações foram feitas pelos promotores e não pela polícia, pois só ela teria atribuições para investigar esse tipo de maracutaia.
Vejam bem, a decisão dos desembargadores do TJ foi por 3 votos a 2, favorável ao habeas corpus impetrado pelo advogado da família Rocha, João Arnar Ribeiro. Também não vamos generalizar a coisa, mas o que importa é o resultado final daquela Corte de Justiça.
Agora, raciocinemos juntos. Vai que esse negócio continue evoluindo nesse ritmo lá pelo Supremo Tribunal Federal. Os caras são absolvidos, o que, não entrando no mérito, deve acontecer, pela capacidade do criminalista João Arnar, quem paga essa conta? Sim, a conta dessa trabalheira toda que teve o MP com a investigação e, mais importante, os prejuízos pelo ressarcimento por danos morais que, certamente, os Rocha e Cia vão alegar.
Menos mal para a família Rocha, que tenha sido investigada pelo Ministério Público. Já imaginaram se fosse pela polícia de André Puccinelli, o governador que manda atirar primeiro (no peito, pra matar) em quem tem culpa em cartório, pra depois perguntar?
A quatro dia das comemorações dos sessenta anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948, o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, afronta mais uma vez um dos mais elementares direitos do cidadão, o de defesa, ao afirmar que sua tropa está autorizada a “atirar, no peito, para matar” qualquer cidadão que tenha passagem pela polícia. Com isso, contraria também frontalmente o artigo primeiro da mesma Carta, que diz: “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade”.
Ora, senhor governador, em pleno período natalino, quando o espírito de fraternidade aflora ainda mais, principalmente em quem tem algum tipo de sentimento no coração, vem o senhor, de novo, com essa conversa de atirar para matar?
O instinto assassino de André Puccinelli é de dar medo, principalmente porque a declaração de agora é uma reincidência. Em fevereiro, ele já havia mandado a polícia “atirar para matar”, logo após um episódio da fuga de internos de uma colônia penal em Campo Grande. Pior, agora ele reforça, mandando atirar “no peito” para matar bandidos, segundo notícia veiculada no site midiamax deste sábado. “Os policiais estão autorizados a atirar no peito de quem tem passagem (pela polícia)". Palavras do governador.
O artigo terceiro da mesma Declaração Universal dos Direitos Humanos, senhor governador, diz o seguinte: “toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”. Todas, senhor André Puccinelli, mesmo aquelas que tenham tido passagem pela polícia, seja lá qual tenha sido o motivo.
Não seria o caso de dizer que André Puccinelli não tem conhecimento da Declaração dos Direitos Humanos, até porque, na mesma cerimônia em que autoriza sua polícia a sair por aí atirando a torto e à direito, segundo o site Campograndenews, ele diz que “não é preciso cumprir 100% dos dizeres dos Direitos Humanos”. Quer dizer, pior a emenda que o soneto.
Com a palavra a Comissão dos Direitos Humanos da OAB.
O ex-prefeito e ex-deputado federal constituinte José Elias Moreira foi surpreendido, na noite desta sexta-feira, quando recepcionava, em sua residência, os formandos da turma 2008 do curso de agronomia, da qual ele é o patrono, com a visita o prefeito eleito de Presidente Prudente (SP), engenheiro Milton Melo, o “Tupã”, que veio a Dourados visitar familiares. Acompanhado de seu assessor de imprensa, o jornalista Hélio Carreiro, Milton disse que não poderia passar por Dourados sem dar um abraço no seu amigo guru político, Zé Elias, que ele faz questão de chamar só de “deputado”.
Por indicação de Zé Elias, Milton Melo trabalhou como engenheiro na prefeitura de Dourados, na administração de Luiz Antônio Gonçalves e depois na Sanesul, durante o governo de Pedro Pedrossian. Daí, também indicado pelo ex-prefeito, foi trabalhar com o prefeito de Presidente Prudente, Agripino Lima Filho, colega de Zé Elias dos tempos de Constituinte.
Milton Melo, que saiu de Dourados há treze anos, foi secretário de obras da administração de Agripino Lima durante os dois últimos mandatos, acabando por ele indicado como candidato, pelo PTB. Disputou a eleição com outros dois candidatos, um deles deputado estadual e venceu com três mil votos de diferença, num colégio eleitoral de 150 mil eleitores.
Ao blog, Milton Melo diz que faz questão de receber “sempre de braços abertos” os douradenses que visitam a capital da Alta Sorocabana. “Agora muito mais, meu gabinete vai estar sempre à disposição dos amigos do Mato Grosso do Sul”, disse o prefeito, enfatizando o grande número de negócios e interesses comuns entre os dois Estados, e, particularmente, entre Presidente Prudente e Dourados.
Agronomia
Aos mais de 50 formandos do curso de agronomia de 2008 José Elias Moreira fez um discurso emocionado, lembrando a luta pela instalação do curso, há mais de trinta anos, quando ele era prefeito, e falando da responsabilidade de seus futuros colegas agrônomos na produção de alimentos, no momento em que o mundo é sacudido por uma das maiores crises de todos os tempos.
Anita Tetslaff
Murilo Melo, Tarso Rosa, Milton Melo, Zé Elias, Valfrido Silva
e Hélio Carreiro
O governador André Puccinelli não gosta de seu vice, Murilo Zauith, de quem se livrou em cinco de outubro, impondo-lhe humilhante derrota política; não confia em Geraldo Resende, cuja pretensão de disputar a prefeitura foi por ele abortada, e tem horror a Ari Artuzi, por não ter conseguido lhe colocar o cabresto. Por isso, vai montar seu próprio time em Dourados, tentando reabilitar Marçal Filho, seu xodó, mandando-o de volta à Brasília, em fevereiro. Como eventuais substitutos do radialista, no comando do novo grupo, o presidente da Sanesul, José Carlos Barbosa, e seu regional em Dourados, Odilon Azambuja. A informação vem do círculo íntimo do governador, de gente que esteve com Murilo, na campanha, mas que já não quer mais nem ouvir o nome do vice, como companheiro político.
A candidatura de Murilo Zauith à prefeitura de Dourados foi a melhor coisa que poderia ter acontecido com vistas ao novo projeto político de Puccinelli. Se ganhasse, tudo bem, ele o teria, comprometido, na campanha da reeleição, sendo um a menos a lhe encher o saco na disputa pelas vagas ao Senado, em 2010. Com a derrota, Zauith, além de ser obrigado a rever o projeto de senador, perde também forças para continuar como companheiro de chapa na reeleição.
Antes da disputa pela prefeitura Puccinelli teria dito a mais de um interlocutor que tinha um “acerto de contas” a fazer com seu vice e que o único jeito de se livrar dele seria forçá-lo a entrar na briga. Zauith caiu feito um patinho. Tanto é verdade que o assunto chegou a ser explorado por Ari Artuzi durante a campanha.
Quanto a Geraldo Resende, que, pelo mandato que detém, seria o nome para assumir o controle da oposição ao agora prefeito Artuzi, sua relação com Puccinelli sempre esteve no limite da tolerância, já que o governador não confia nele. Coisas da primeira disputa de Resende à Assembléia, quando, mesmo estando no palanque de Zeca do PT teria recebido generosa ajuda do então prefeito Puccinelli, mas não correspondido, depois, à altura.
Com Ari Artuzi, que deixou o PMDB e foi para o PDT contra sua vontade, para enfrentá-lo na disputa da prefeitura de Dourados, o negócio é pior ainda. Quem conhece o italiano sabe muito bem: Artuzi não perde por esperar, em que pese toda a consideração do governador por Dourados, cidade onde ele mantinha uma grande clientela nos seus tempos de medicina em Fátima do Sul.
Não é este o objetivo do blog, mas como a fonte é muito boa, não resisti e resolvi engrossar a onda dos colegas que assim o fazem em suas colunas políticas, no dia-a-dia. Até porque se trata de um fato grave, gravíssimo, eu diria, que merece uma reflexão, diante da enormidade do número de pessoas na iminência de se tornarem as próximas vítimas.
Corre solto na cidade que político dos mais proeminentes, em vias de assumir novo e importante cargo eletivo, chegando domingo à tarde em sua nova propriedade rural, nas cercanias da cidade, teria encontrado seu caseiro tirando uma sesta. Irritado, o patrão partiu pra porrada – socos e pontapés, mesmo! – dizendo que se o coitado não tivesse o que fazer, que não ficasse dormindo, que fosse catar as folhas que caíram das árvores.
É mole?
As mesmas línguas dizem que o mal é de família, pois um primo do agora todo poderoso, cujo pai também ascende à carreira política, seria useiro e vezeiro das mesmas práticas, descendo a lenha (literalmente) nos funcionários, em caso de desobediência.
Como se tudo isso não bastasse, há informações de que o político em tela só não foi, já, enquadrado na lei “Maria da Penha”, por causa de sua posição e, principalmente, pelo corporativismo da instituição que o abrigou até recentemente.
Que Deus nos proteja. Amém!
Na minha primeira passagem pela TV Morena, em Campo Grande, na década de 1980, ocupando o cargo de chefe de redação, e, como tal, encarregado de deixar nos trinques os textos veiculados ao longo da programação jornalística, ficava sempre encafifado com a demora de Pedro Dobes levando a manhã toda para redigir seu editorial, de um minuto, no máximo, para ser lido sempre no jornal da noite. É que pela comodidade da situação (com as palavras voando pelos ares), os redatores de rádio e de TV normalmente não se esmeram tanto nos textos, ao contrário de quem escreve para jornais, onde o mico é sempre maior, por menor que seja o deslize.
Entro nessa questão depois de um interrogatório do maior de nossos contadores de história da atualidade, Isaac Duarte de Barros Jr., desconfiado e querendo saber se eu havia voltado à condição de ghost-writher, diante da semelhança (só por ele notada) de meus escritos com os de alguns neófitos que circulam por aí. Também, em respeito ao leitor, para esclarecer sobre a enxurrada de mensagens apócrifas que pipocam no meu blog, com todo tipo de baixarias. Não, meu caro Isaac. Não estou, no momento, escrevendo pra ninguém, muito menos fazendo uso de pseudônimos para agredir quem quer que seja. Basta o que escrevo pra sobreviver.
Quanto aos que entram no blog, anonimamente, não perdem por esperar. Aos poucos, eles vão se entregando, deixando as digitais no pouco que concebem, e, não demora, serão pegos com a boca na botija, embora nem seja preciso recorrer a Sherlock Holmes, tanta é a falta de criatividade e incompetência para o ofício. Nada que a tecnologia não possa resolver.
Quando o assunto é qualidade de texto – e isso é o que interessa – busco socorro com o colega aqui de página, Waldir Guerra, em suas “reflexões de segunda-feira” para fazer a minha própria reflexão e compartilhá-la com os leitores. Um bom texto, assim como uma boa picanha na brasa, fica melhor ainda uma vez maturado. Meu texto da semana passada, por exemplo. Não que tenha sido feito nas coxas, mas, como dizem os locutores esportivos, saiu “de prima”, depois de muito matutar e tentar encontrar alguma coisa que não dissesse respeito ao nosso já folclórico Ari Artuzi. Como é difícil não falar de Artuzi, fiz o compromisso de não incomodá-lo até que mostre a que veio, usando como gancho o “deixa o homi trabaiá”. E mesmo assim, veja, cometi um erro, já no título, pois que, diante das circunstâncias, o correto seria “dêcha o omi trabaiá” (sic), no que fui advertido pelo amigo e leitor Auro Cesar Caimar.
E assim são construídos os textos das páginas de opinião de qualquer jornal que se preze. Como escreveu o próprio Waldir Guerra no prefácio de seu livro: “hoje aprendi, o assunto precisa ser pensado na sexta-feira; o artigo iniciado no sábado e concluído no domingo pela manhã”. Eis aí o texto maturado!
Na semana passada, na Folha de S. Paulo, Carlos Heitor Cony – sempre ele! – deu um belo exemplo de como escrever bem, fazendo a sinopse das sinopses de Dom Casmurro, a propósito das comemorações do centenário da morte de Machado de Assis. “Cansei de ouvir teorias sobre o adultério de Capitu e a repetição infindável de seus olhos oblíquos e dissimulados. O curioso é que a descrição do olhar da menina Capitu não é de Bentinho, seu namorado e mais tarde marido, mas do agregado José Dias, um paspalhão esboçado pelo próprio Bentinho, que seria incapaz de observação tão sutil”, resumiu. E precisa mais para o entendimento da maior obra machadiana?
E o nosso “Caramujo-Flor”? Respondendo a uma pergunta sobre seu processo criativo a um professor de literatura brasileira da Universidade de Bari, na Itália, Manoel de Barros saiu-se com essa: “escrevo meus poemas procurando o rumor das palavras mais do que o significado delas. Penso que rimo por dentro, e isso é coisa ínsita, não dá em madeira. Meu processo de escrever é ir desbastando a palavra até os seus murmúrios e ali encaixar o que tenho em mim de desencontros. Isso produz uma coisa original como um dia ser árvore. Trabalho às vezes dias inteiros para pescar um verso que fique em pé”. E além de tudo, com a mesma humildade de Carlos Drummond de Andrade, que dizia não ter vergonha de recorrer ao dicionário sempre que precisasse.
O problema é que o texto maturado às vezes atinge o âmago dos poderosos de plantão, sempre habituados aos holofotes daqueles que só sabem faturar em cima do ego dessas pobres criaturas. Já os textos feitos de primeira, ou num “sapoitê”, normalmente deixam seus autores mais suscetíveis a erros, por isso são sempre mais brandos.
Quando assumiu a prefeitura, quase oito anos atrás, o prefeito Laerte Tetila anunciou que Dourados parecia uma praça de guerra, comparando o estado da cidade que recebia de Braz Melo aos campos de batalha no Iraque, tamanha era a buraqueira. Oito anos depois, remendo daqui e dali, no asfalto, e os buracos continuam, com um agravante: o professor e major petista poderá morder a língua, pois além dos buracos nas ruas, corre o risco de deixar a cidade com seu principal cartão postal – a praça Antonio João – totalmente desfigurado, por causa das reformas só agora iniciadas, quando a cidade deveria estar engalanada, não só para as festas de fim de ano, mas também para a transmissão de poder do PT para o PDT.
Semana passada, recebi a visita do ex-prefeito Braz Melo e ele manifestava sua preocupação com a segurança do tenente Antonio João Ribeiro. “Será que nosso herói que tombou durante a guerra do Paraguai resiste ao atual bombardeio à praça que leva seu nome?”, ironizou. No dia seguinte à visita de Braz, cruzei com o também ex-prefeito José Elias Moreira, por coincidência, bem em frente à praça, e ele engrossava o coro dos descontentes com a reforma numa hora em que a população e o comércio só tem olhos para as festas natalinas. Udenista de quatro costados, Zé Elias deixou o partidarismo de lado para manifestar preocupação não apenas com a estátua de Antonio João, mas também com a do líder trabalhista Getúlio Dorneles Vargas, colocada por Braz Melo no cruzamento da rua que leva o nome do ex-presidente com a Joaquim Teixeira Alves. “Do jeito que estão derrubando tudo aí o finado Getúlio que se cuide ali na frente”, disse Elias, também em tom de ironia.
Braz Melo, aliás, sabe muito bem como é esse negócio de deixar obras pra última hora. Basta que se dê uma olhada no amontoado de estátuas colocadas às pressas, ao final de sua administração, ali na praça Mário Corrêa, quando deveriam ter sido espalhadas por vários pontos da cidade, inclusive na mesma praça Antônio João. Também não deu tempo.