14
de
dezembro
Não haverá secretarias de “porteira fechada”, diz Artuzi

A provável futura secretária de Educação, Marlene Vasconcelos, aproveita evento da OAB para se inteirar da pasta que vai receber, do atual titular, Leopoldo Van Suypiene
Nomes confirmados, com as respectivas pastas definidas, até agora, só mesmo os de Itaciana Santiago, para a Assistência Social e Antonio Neres, para a Funced. Foi o que deixou entender ontem à noite o prefeito eleito Ari Artuzi, durante a festa de casamento de sua fiel escudeira Maria Luna, com o agrônomo Marcos Ulrich, dos quais foi padrinho.
Artuzi garantiu ao blog que não entregará secretarias de “porteira fechada” a nenhum aliado, dando a entender que vai cuidar pessoalmente do preenchimento de todos os cargos. Ele até já pediu ao prefeito Laerte Tetila para que a secretaria de gestão cancele todos os pedidos de férias para janeiro, exceto os dos professores.
Entre um e outro vanerão, dançando sempre com a esposa (bailão é com ele mesmo, como bem lembrou Murilo Zauith, no último debate na TV), Artuzi parava em diferentes rodinhas para falar de política. Em meio aos convidados vários dos possíveis candidatos ao secretariado, como Maurício Peralta, classificado por ele como curinga, que desempenharia bem a função em qualquer pasta, como a de gestão, “uma secretaria importante”, no conceito do futuro prefeito; Sérgio Henrique Araújo e Eleandro Passaia, que, ao lado de Peralta, foram os primeiros nomes confirmados como secretários; Carlos Ioris, da Infraestrutura; Áureo Garcia Ribeiro Filho, da Procuradoria Jurídica; Inês Boschetti, das Finanças, além da própria Itaciana e de Eleandro Passaia, da Comunicão, que não desgruda de Artuzi.
“Os nomes estão todos aqui na minha cabeça, mas não sei ainda quem vou nomear”. Artuzi admitiu as pressões políticas, mas garantiu que não vai se curvar a elas, citando o exemplo de uma “prensa” que recebeu há poucos dias de dois conhecidos caciques políticos que tentaram cobrar a fatura das eleições. Diante da pressão, ele mandou um aliado seu se filiar ao partido dos tais caciques, informando-lhes que este será o indicado “na cota” deles.
Artuzi disse que não abre mão de escolher ele próprio não só os secretários como todos os integrantes dos demais escalões. Sobre cota que caberá a cada aliado disse que vai levar em conta o desempenho que cada um teve na eleição e que só vai nomear “depois de olhar bem dentro do olho do sujeito”. Isso segundo ele, “por causa das coisas que aconteceram durante a campanha”, como o “sumiço” da ata do registro de sua candidatura depois da convenção do PDT.
Quanto às muitas listas de prováveis secretários que circulam na imprensa ele desconversa, dizendo que não tem nada definido e que apenas está pedindo a alguns de seus correligionários para ajudá-lo em algumas tarefas, como cuidar da transição e representá-lo em eventos ,mas que isso não significa que o sujeito vá ser secretário. “Os nomes, mesmo, só no dia da posse”, garantiu.

